Quando a Alma pergunta...

terça-feira, 6 de janeiro de 2015


As subjetividades da vida


Passamos todo nosso tempo nos preocupando com desculpismos, medo, culpa, ilusões, ao invés de viver!
A vida se apresenta repleta de subjetividades, linguagens simbólicas, que nos trazem para um mundo que não é real, que nos impede de fazer escolhas, de refletir e verdadeiramente manifestarmo-nos nesta Terra.
São tantas as desculpas, falta de trabalho, de amor, de dinheiro, de fé, de coragem, que nos perdemos no caminho da existência, e acabamos por colocar a culpa de nossos fracassos em nossos semelhantes. 
Nosso medo de viver, de nos mostrar como somos a todos, nos levam a construir inúmeras máscaras que no decorrer da vida tentamos a todo custo, destruir!
Mas como saber qual dela representa nosso verdadeiro Eu? Eis aí, o grande problema existencial da humanidade, descobrir quem somos, de onde vivemos e para onde vamos...
São tantas as peças, as histórias que criamos que nos perdemos neste emaranhado de relações que é viver. Sim, viver é criar redes, fazer parte de grupos sociais, religiosos, científicos, acadêmicos, enfim, nos tornamos o que a sociedade espera de nós, e aqueles que teimam em ser reais, em deixar de ser bonecos, marionetes desta trama negativa que nos consome e aprisiona, são taxados como "alienados" muitas vezes.
O que chamamos de subjetividades da vida, nada mais são do que nossos muitos "eus", mascarados tentando sobreviver, lutando um contra o outro para defender espaço, tentando descobrir qual deles é o mais forte.
Somos partes de um Todo indivisível, perfeito, que em suas particularidades se torna uma só essência, uma só alma, um só amor. Não precisamos abrir mão das subjetividades, precisamos aceitá-las, compreendê-las, caminhar junto delas, entendendo que elas não devem nos dominar, mas nos devemos dominá-las para construir um caminho saudável de evolução.
Somos o que sentimos, o que pensamos, o que falamos, mas principalmente somos o que fazemos. Nossas atitudes demonstram para o Universo e todos os seres que nele habitam nossa singularidade, dentro deste contexto enorme que se chama: vida!
Temos em nós o Sol, o brilho de ser filho de Deus, de cocriar com Ele, de produzir emoções iluminadas, de ser luz para tantos outros, muitas vezes tão próximos, tão queridos, ou não...
Somos também Lua, porque podemos ser iluminados pelos nossos mais iguais. Não podemos nunca brilhar sozinhos, evoluímos em comunidade, então por que tanto medo? Tanta desigualdade? Tanta competição entre nós, irmãos? Eu dependo de vocês, vocês dependem de mim, nossas formas pensamento negativas, nossos comportamentos egoísticos estão deteriorando a energia do nosso Planeta Azul. 
Atraímos o que nos é igual, portanto, saia da subjetividade, seus percalços são colheitas do seu próprio plantio, ao invés de reclamar e lamuriar o que não tem, reclamar o que perdeu e choramingar pelos revezes que a vida lhes impõe, creia! Brilhe! Deixe sua luz brilhar! Olhe-se como nunca olhou antes e permita-se ser verdadeiramente quem você é  -  Um ser repleto de possibilidades de felicidade e de fazer feliz porque Deus te criou para ser amor, paz e bem.
Que o subjetivo que há em você sirva apenas para parafrasear e escrever poesias, textos conotativos, nada além disso, que suas subjetividades se iluminem e te permitam ser feliz, porque quem vive na mentira,  na ilusão do ser o que não se é, sofre por toda uma vida e perde a grande oportunidade de sorrir!

Paz e Luz!

Gisele Xavier

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